
O livro “Os Amores Difíceis”, de Italo Calvino divide-se em duas partes.A primeira, homonima, composta de 13 contos e a segunda, “ A Vida Difícil”, com duas histórias, “A Formiga-argentina” e “A Nuvem de Smog”.
Os dois primeiros contos da primeira parte não são um bom cartão de visitas para o leitor.”A Aventura de Um Soldado” apresenta uma situação irreal e estapafúrdia.Um soldado, passageiro num trem, não resiste às formas de sua companheira de cabine, e mesmo não tendo relações que qualquer tipo com ela coloca-lhe uma das mãos no joelho e depois no seio dela, que não esboça reação alguma.O segundo conto, “A Aventura de Um Bandido” é tão irrelevante que me sinto como se nem o houvesse lido.
É só a partir da terceira história, “A Aventura de uma Banhista”, que Calvino mostra todo o seu talento.Neste, a senhora Isolta, a banhista do título, percebe dentro do mar que perdeu a parte de baixo de seu maio duas peças.Começa então sua agonia entre recuperar o maio, sair da água sem ser notada pelos demais frequentadores da praia.
Em “A Aventura de um Empregado de Escritório”, Enrico Gnei, depois de uma noite amorosa com “uma bela senhora”que só ocorrera graças a um “conjunto feliz de circuntancias: uma festa de amigos, uma disposição particular e passageira da senhora”, volta, rejubilado à sua rotina no escritório.Gnei nem passou em casa para mudar de roupa tal a euforia que sentia pelo acontecimento incomum o qual protagonizara.Os atos que praticava religiosamente todas as manhãs, como por exemplo, comprar o jornal, pareciam-lhe agora irrelevantes.Só o que importava era deixar claro para todos, mas não explicitamente, a mudança que se processara dentro dele.Deleitava-se em pensamento ao perceber o quanto a sua vida havia mudado em comparação com as de todos os outros, não só das suas relações mas também os anonimos que encontrava pela rua.Mas aos poucos, os afazeres do dia-a-dia vão amainando seu entusiasmo e ele então enreda-se nas complicações de sua rotina, que vencem o seu antes eufórico estado de espírito.
Em “A Aventura de Um Fotógrafo”, Antonino Paraggi, um funcionário administrativo e filósofo diletante, que “punha toda a sua obstinação em conseguir explanar até os fatos mais afastados da sua experiencia”, sentindo-se isolado no convívio com os amigos e colegas resolve aderir aos procedimentos fotográficos de fim-de-semana, em que famílias se reúnem numa praia ou numa visita às montanhas e tiram fotos uns dos outros.
Mas “alguma coisa na essencia do homem fotográfico lhe escapava, o apelo secreto que fazia com que novos adeptos continuassem a se alistar sob a bandeira dos diletantes da objetiva”.Mas por outro lado: “É preciso dizer que essa busca na fotografia das razões de uma insatisfação sua – como quem se sente excluído de alguma coisa – era em parte também um truque de Antonino consigo mesmo (...) O que estava acontecendo era que os conhecidos de sua idade estavam todos se casando, constituindo família, enquanto Antonino ia ficando solteiro”.
Ele, então, começa a fotografar os parentes e amigos, mas seu raciocínio começa a agir sobre o ato de fotografar.Ele se recusa a apenas tirar fotos mas também tem a necessidade de entender porque deve-se fazer o registro de uma forma e não de outra: “O passo entre a realidade que é fotografada na medida em que nos parece bonita e a realidade que nos parece bonita na medida em que foi fotografada é curtíssimo.Se voce fotografa Pierluca enquanto ele está fazendo o castelo de areia, não há razão para não fotografá-lo enquanto está chorando porque o castelo desmoronou, e depois enquanto a ama o consola fazendo-o encontrar no meio da areia uma casquinha de concha”.
Antonino chega à conclusão de que para aproveitar tudo o que se passa à nossa frente deveria-se tirar pelo menos uma foto por minuto “desde quando abre os olhos de manhã até quando vai dormir: só assim os rolos de filme constituirão um diário fiel de nossas jornadas, sem que nada fique excluído”.
Um dia, Antonino conhece Bice e sua amiga Lydia.Elas pedem que ele tire-lhes fotografias enquanto jogam bola entre as ondas na praia.Ele aceita mas não sem reprovar o procedimento das fotos.E explica a elas: “O gosto pela foto espontanea natural colhida ao vivo mata a espontaneidade, afasta o presente.A realidade fotografada assume logo um caráter saudoso (...) mesmo se é uma foto de anteontem”.
Para ele, o ideal seria voltar às personagens em pose, como era feito no sec XIX.A partir daí, conclui que seu intento seria bem melhor sucedido se utilizasse aquelas máquinas antigas.As amigas e ele vão à mercados de bugigangas, interpelam velhos fotógrafos ambulantes em busca de um velho exemplar.No fim consegue por a mão numa máquina-caixão, com disparador de pera.Bice e Lydia começam a servir de modelos para suas fotos mas logo apenas Bice continua a visitá-lo.
Um dia, depois de várias tentativas frustradas de encontrar uma pose ideal para o retrato, Bice fica nua em frente à máquina.Antonino, surpreso, começa a fotografá-la, e aí sim, fica satisfeito com o resultado.Descobrindo também sua paixão pela moça.Começam uma vida juntos, e ele adquire aparelhos mais modernos, acessórios, teleobjetivas, instala um laboratório.Tudo para poder fotografá-la à todo momento, até mesmo enquanto dormia.Ela chega a irritar-se com essa atividade que se tornava uma obssessão.
Quando os amigos lhe perguntavam o por que de não fotografar outras coisas, pessoas e paisagens Antonino respondia: “É uma questão de método.Qualquer pessoa que voce resolva fotografar, ou qualquer coisa, voce tem que continuar a fotografá-la sempre, só ela, a todas as horas do dia e da noite.A fotografia só tem sentido se esgotar todas as imagens possíveis”.
Bice não suportou por muito tempo as manias de Antonino e o deixou com elas.Antonino caiu em depressão.Começou a fazer um diário fotográfico.Disparava compulsivamente com o olhar no vazio.Fotografava tocos de cigarros, uma cama desfeita, uma mancha úmida na parede, cantos vazios, lugares onde Bice esteve.Ele fotografava a ausencia dela.
Olhando os jornais espalhados pelo apartamento, interessou-se pelas fotos ali publicadas e começou a invejar o repórter-fotográfico.Aquele que “documenta os extremos da sociedade, os mais ricos e os mais pobres, os momentos excepcionais que, no entanto, ocorrem a qualquer momento em qualquer lugar”.E chega à conclusão que só o repórter fotográfico seria o contrário do fotógrafo de fim-de-semana, que só assim seria possível retratar a vida em sua totalidade e em seus contrastes.”Talvez a verdadeira fotografia total seja um monte de fragmentos de imagens privadas, sobre o fundo amarrotado dos massacres e coroações”.Então ele começa a fotografar as fotografias dos jornais.
Já em “A Aventura de um leitor”, a história é de Amedeo, a nós apresentado como alguém que “procurava reduzir ao mínimo sua participação na vida ativa”.O interesse pela ação sobrevivia nele somente no prazer de ler.Amedeo está numa praia munido de um livro e entre um mergulho e outro e um capítulo e o seguinte, percebe a presença de uma jovem perto de onde ele está. “Era bem bronzeada, magra, não muito jovem, nem de grande beleza, mas lhe favorecia estar nua 9...) e o olhop de Amedeo estava atraído por ela”.
Depois de algum tempo e de alguma indecisão, Amedeo trava relações primeiro de amizade, depois, amorosas, com a moça.A ela agrada a companhia dele mas a ele só importa mesmo o que está impresso nos livros.Daí sua agonia, pois a moça reclama a sua atenção e ele se ve dividido entre dois interesses conflitantes.
Outro conto significativo é “A Aventurade uma Automobilista”,em que todos os personagens são identificados pelo narrador apenas pelas letras X, Y e Z.E os desencontros e incertezas de um desentendimento amoroso são tratados com a objetividade de um teorema matemático.
Uma característica comum a todos os contos deste livro é a transformação do que seria um momento de prazer num incomodo.Seja no exemplo da banhista que não consegue mais desfrutar do seu banho de mar ao perceber ter perdido o maio, ou do funcionário que ve sua euforia pela noite de amor afogada pelo mar da sua rotina enfadonha, ou do fotógrafo diletante que faz de um hobby uma obssessão capaz até de o separar da mulher, ou a história do jovem amante das letras que tem sua paz conspurcada por algo que à primeira vista revelava-se uma chance afortunada.
Todos os contos desta primeira parte levam o nome de “aventuras”.E na verdade eles são exatamente isso.Seus protagonistas vivem situações que tiram-nos da vida comum, de suas rotinas, fazendo-os alvos de acontecimentos incomuns, de pequenas grandes aventuras, que se no início são a promessa de reviravoltas pessoais, ao final, mostram-se quase insignificantes e incapazes de desfazer o movimento rotineiro de suas vidas.
Já na segunda parte, intitulada “A Vida Difícil”, há apenas duas histórias: “A Formiga-argentina”e “A Nuvem de Smog”.E se na primeira parte eram os amores que mostravam-s edifíceis e insondáveis por uma inabilidade emocional que impedia que esses amores se realizassem em toda a plenitude, agora o que atrapalha a vida são causas exteriores.No primeiro conto, são as formigas que infestam a casa nova de um jovem casal e seu recém-nascido.E no segundo é a ameaça da poluiçãoa dicotomia entre aproveitar o bom da vida ou fazer o papel de denunciador de suas mazelas.
Os dois primeiros contos da primeira parte não são um bom cartão de visitas para o leitor.”A Aventura de Um Soldado” apresenta uma situação irreal e estapafúrdia.Um soldado, passageiro num trem, não resiste às formas de sua companheira de cabine, e mesmo não tendo relações que qualquer tipo com ela coloca-lhe uma das mãos no joelho e depois no seio dela, que não esboça reação alguma.O segundo conto, “A Aventura de Um Bandido” é tão irrelevante que me sinto como se nem o houvesse lido.
É só a partir da terceira história, “A Aventura de uma Banhista”, que Calvino mostra todo o seu talento.Neste, a senhora Isolta, a banhista do título, percebe dentro do mar que perdeu a parte de baixo de seu maio duas peças.Começa então sua agonia entre recuperar o maio, sair da água sem ser notada pelos demais frequentadores da praia.
Em “A Aventura de um Empregado de Escritório”, Enrico Gnei, depois de uma noite amorosa com “uma bela senhora”que só ocorrera graças a um “conjunto feliz de circuntancias: uma festa de amigos, uma disposição particular e passageira da senhora”, volta, rejubilado à sua rotina no escritório.Gnei nem passou em casa para mudar de roupa tal a euforia que sentia pelo acontecimento incomum o qual protagonizara.Os atos que praticava religiosamente todas as manhãs, como por exemplo, comprar o jornal, pareciam-lhe agora irrelevantes.Só o que importava era deixar claro para todos, mas não explicitamente, a mudança que se processara dentro dele.Deleitava-se em pensamento ao perceber o quanto a sua vida havia mudado em comparação com as de todos os outros, não só das suas relações mas também os anonimos que encontrava pela rua.Mas aos poucos, os afazeres do dia-a-dia vão amainando seu entusiasmo e ele então enreda-se nas complicações de sua rotina, que vencem o seu antes eufórico estado de espírito.
Em “A Aventura de Um Fotógrafo”, Antonino Paraggi, um funcionário administrativo e filósofo diletante, que “punha toda a sua obstinação em conseguir explanar até os fatos mais afastados da sua experiencia”, sentindo-se isolado no convívio com os amigos e colegas resolve aderir aos procedimentos fotográficos de fim-de-semana, em que famílias se reúnem numa praia ou numa visita às montanhas e tiram fotos uns dos outros.
Mas “alguma coisa na essencia do homem fotográfico lhe escapava, o apelo secreto que fazia com que novos adeptos continuassem a se alistar sob a bandeira dos diletantes da objetiva”.Mas por outro lado: “É preciso dizer que essa busca na fotografia das razões de uma insatisfação sua – como quem se sente excluído de alguma coisa – era em parte também um truque de Antonino consigo mesmo (...) O que estava acontecendo era que os conhecidos de sua idade estavam todos se casando, constituindo família, enquanto Antonino ia ficando solteiro”.
Ele, então, começa a fotografar os parentes e amigos, mas seu raciocínio começa a agir sobre o ato de fotografar.Ele se recusa a apenas tirar fotos mas também tem a necessidade de entender porque deve-se fazer o registro de uma forma e não de outra: “O passo entre a realidade que é fotografada na medida em que nos parece bonita e a realidade que nos parece bonita na medida em que foi fotografada é curtíssimo.Se voce fotografa Pierluca enquanto ele está fazendo o castelo de areia, não há razão para não fotografá-lo enquanto está chorando porque o castelo desmoronou, e depois enquanto a ama o consola fazendo-o encontrar no meio da areia uma casquinha de concha”.
Antonino chega à conclusão de que para aproveitar tudo o que se passa à nossa frente deveria-se tirar pelo menos uma foto por minuto “desde quando abre os olhos de manhã até quando vai dormir: só assim os rolos de filme constituirão um diário fiel de nossas jornadas, sem que nada fique excluído”.
Um dia, Antonino conhece Bice e sua amiga Lydia.Elas pedem que ele tire-lhes fotografias enquanto jogam bola entre as ondas na praia.Ele aceita mas não sem reprovar o procedimento das fotos.E explica a elas: “O gosto pela foto espontanea natural colhida ao vivo mata a espontaneidade, afasta o presente.A realidade fotografada assume logo um caráter saudoso (...) mesmo se é uma foto de anteontem”.
Para ele, o ideal seria voltar às personagens em pose, como era feito no sec XIX.A partir daí, conclui que seu intento seria bem melhor sucedido se utilizasse aquelas máquinas antigas.As amigas e ele vão à mercados de bugigangas, interpelam velhos fotógrafos ambulantes em busca de um velho exemplar.No fim consegue por a mão numa máquina-caixão, com disparador de pera.Bice e Lydia começam a servir de modelos para suas fotos mas logo apenas Bice continua a visitá-lo.
Um dia, depois de várias tentativas frustradas de encontrar uma pose ideal para o retrato, Bice fica nua em frente à máquina.Antonino, surpreso, começa a fotografá-la, e aí sim, fica satisfeito com o resultado.Descobrindo também sua paixão pela moça.Começam uma vida juntos, e ele adquire aparelhos mais modernos, acessórios, teleobjetivas, instala um laboratório.Tudo para poder fotografá-la à todo momento, até mesmo enquanto dormia.Ela chega a irritar-se com essa atividade que se tornava uma obssessão.
Quando os amigos lhe perguntavam o por que de não fotografar outras coisas, pessoas e paisagens Antonino respondia: “É uma questão de método.Qualquer pessoa que voce resolva fotografar, ou qualquer coisa, voce tem que continuar a fotografá-la sempre, só ela, a todas as horas do dia e da noite.A fotografia só tem sentido se esgotar todas as imagens possíveis”.
Bice não suportou por muito tempo as manias de Antonino e o deixou com elas.Antonino caiu em depressão.Começou a fazer um diário fotográfico.Disparava compulsivamente com o olhar no vazio.Fotografava tocos de cigarros, uma cama desfeita, uma mancha úmida na parede, cantos vazios, lugares onde Bice esteve.Ele fotografava a ausencia dela.
Olhando os jornais espalhados pelo apartamento, interessou-se pelas fotos ali publicadas e começou a invejar o repórter-fotográfico.Aquele que “documenta os extremos da sociedade, os mais ricos e os mais pobres, os momentos excepcionais que, no entanto, ocorrem a qualquer momento em qualquer lugar”.E chega à conclusão que só o repórter fotográfico seria o contrário do fotógrafo de fim-de-semana, que só assim seria possível retratar a vida em sua totalidade e em seus contrastes.”Talvez a verdadeira fotografia total seja um monte de fragmentos de imagens privadas, sobre o fundo amarrotado dos massacres e coroações”.Então ele começa a fotografar as fotografias dos jornais.
Já em “A Aventura de um leitor”, a história é de Amedeo, a nós apresentado como alguém que “procurava reduzir ao mínimo sua participação na vida ativa”.O interesse pela ação sobrevivia nele somente no prazer de ler.Amedeo está numa praia munido de um livro e entre um mergulho e outro e um capítulo e o seguinte, percebe a presença de uma jovem perto de onde ele está. “Era bem bronzeada, magra, não muito jovem, nem de grande beleza, mas lhe favorecia estar nua 9...) e o olhop de Amedeo estava atraído por ela”.
Depois de algum tempo e de alguma indecisão, Amedeo trava relações primeiro de amizade, depois, amorosas, com a moça.A ela agrada a companhia dele mas a ele só importa mesmo o que está impresso nos livros.Daí sua agonia, pois a moça reclama a sua atenção e ele se ve dividido entre dois interesses conflitantes.
Outro conto significativo é “A Aventurade uma Automobilista”,em que todos os personagens são identificados pelo narrador apenas pelas letras X, Y e Z.E os desencontros e incertezas de um desentendimento amoroso são tratados com a objetividade de um teorema matemático.
Uma característica comum a todos os contos deste livro é a transformação do que seria um momento de prazer num incomodo.Seja no exemplo da banhista que não consegue mais desfrutar do seu banho de mar ao perceber ter perdido o maio, ou do funcionário que ve sua euforia pela noite de amor afogada pelo mar da sua rotina enfadonha, ou do fotógrafo diletante que faz de um hobby uma obssessão capaz até de o separar da mulher, ou a história do jovem amante das letras que tem sua paz conspurcada por algo que à primeira vista revelava-se uma chance afortunada.
Todos os contos desta primeira parte levam o nome de “aventuras”.E na verdade eles são exatamente isso.Seus protagonistas vivem situações que tiram-nos da vida comum, de suas rotinas, fazendo-os alvos de acontecimentos incomuns, de pequenas grandes aventuras, que se no início são a promessa de reviravoltas pessoais, ao final, mostram-se quase insignificantes e incapazes de desfazer o movimento rotineiro de suas vidas.
Já na segunda parte, intitulada “A Vida Difícil”, há apenas duas histórias: “A Formiga-argentina”e “A Nuvem de Smog”.E se na primeira parte eram os amores que mostravam-s edifíceis e insondáveis por uma inabilidade emocional que impedia que esses amores se realizassem em toda a plenitude, agora o que atrapalha a vida são causas exteriores.No primeiro conto, são as formigas que infestam a casa nova de um jovem casal e seu recém-nascido.E no segundo é a ameaça da poluiçãoa dicotomia entre aproveitar o bom da vida ou fazer o papel de denunciador de suas mazelas.
